terça-feira, 30 de agosto de 2011

Nossa Música Brasileira - 2011



5° Edição no Nossa Música Brasileira aconteceu no último final de semana no acampamento Jovens da Verdade em Arujá - SP. Fomos premiados com apresentações maravilhosas e palavras abençoadoras!

Rubão agitou a galera com o Reggae maranhense.

Gladir nos trouxe uma palavra abençoada sobre a verdadeira adoração.

Marcos Cardozo nos trouxe um pouco da sua musicalidade!

Stenio Marcius e Diego Venancio.









sábado, 20 de agosto de 2011

Se não ouviu ainda, ouça: Água no Deserto - Gladir Cabral (2009)







Sempre lidando com a poesia e os temas do cotidiano, este é um trabalho realmente diferenciado na obra do Gladir Cabral. Digo isso por causa da temática e especialmente do conteúdo poético. No último som do céu, ouvi um depoimento do Jorge Camargo que pontuava momentos marcantes em sua vida como artista. Jorge afirmava, com razão, que o Gladir é certamente nossa maior referencia poética da atualidade.

Com uma poesia singular, o Gladir trouxe neste trabalho canções belíssimas. Eu queria pontuar algumas que são especiais.

A canção tema, água no deserto, é de uma beleza e de um vigor poético que me deixa impressionado. Gladir abusa das rimas ricas, e faz um belíssimo poema cantado:


Água no deserto
(Gladir Cabral)


Um pequeno grão de areia leve e solto,
carregado à tarde pelo vento louco,
Uma rocha imensa entre o tudo e o nada,
Uma duna adormecida e tão calada.
Uma estrada longa e sempre assim, vazia,
Ao cair da tarde lenta e sombria,
Aridez de um campo amplo e bravio
Falta de alegria, sequidão de estio.

Mas tu, preciosa como água no deserto,
Uma estrela viva neste mar aberto
Tua mão apoia o meu braço incerto,
Estás bem perto.

Um pequeno grão de areia no universo,
Movimento mudo e tudo tão disperso.
Um gota de oceano entre as estrelas,
Brilha de alegria tão feliz por vê-las,
Uma planta espera a estação da chuva,
Uma prece ecoa pela noite turva,
Uma ponta de espinho e de medo,
Ventania seca pelo arvoredo.

Mas tu, colorido como a linda primavera,
Clara como a lua que jamais se altera,
Clara bóia nua sobre a luz da esfera,
Quem me dera estar contigo sempre.
Mas tu, preciosa como água no deserto,
Um estrela viva neste mar aberto,
Tua mão apoia o meu passo incerto,
estás bem perto.

Dança de roda é uma canção muito bonita, que me lembra nossa chegada no céu!!!

Dança de Roda
(Gladir Cabral)

Bem melhor do que navegar sozinho
Bem melhor do que caminhar sem par
Muito mais do que só se olhar no espelho
Ou ver a própria sombra…

Pega a sanfona, traz a viola, toca a rabeca (olerê)
Chama os tambores e os tocadores pra nossa festa (olará)
Faz uma fogueira, planta uma bandeira, canta a noite inteira (aiá)
Convida todos os ritimistas para a calçada (olerê)
Pega as estrelas, põe nas soleiras da madrugada (olará)
Dança moçambique, dança marujada, dança de congada (aiá)

Uma parte da vida é suor e pão
Outra parte é pandeiro e celebração
Tudo tão bom
Se a mão de quem planta puder colher

Ir além dos limites do próprio corpo
Por o pé nas fronteiras do nosso chão
Palmo a palmo, alcançar com algum esforço
O esboço de outra palma

Ver o riso pousado em cada rosto
Ter o gosto de reaprender a andar
Como quem sabe caminhar dançando
Ao toque da viola

Viva a alforria! Viva a alegria! Viva a fartura! (olerê)
Que haja folia e cantoria, que haja procura (olará)
De uma dança nova, de um casa nova, de uma vida nova (aiá)
Dança de roda, dança de rua, dança de novo (olerê)
Festa de maio, festa de negro, festa do povo (olará)
Canta a novidade, canta de verdade, canta a liberdade (aiá)

É que a vida floresce nos pedregais
E renova a florada dos matagais
Belos sinais
Da chegada certeira de um tempo bom

Outra canção belíssima se chama O Sonho, uma parceria com o Jorge Camargo:

O Sonho

( Gladir Cabral)O sonho da semente é o trigo
O sonho do padeiro, o pão
O sonho do poeta, o livro
O sonho do livro, a visão
O sonho da visão, a estrela
O sonho da estrela, o céu
O sonho do céu, o Filho Amado
que um dia nasceu em Belém
e foi qual semente que morre
e foi qual poeta que canta
e foi como a gente que parte
e que come pão, livro, estrela e céu
Gladir Cabral - Água no Deserto

1. Sinal de Amor (ouça aqui)
2. Um novo dia
3. Desapego (ouça aqui)
4. Palavra de Amor
5. Passarinho
6. Água no deserto
7.Pausa (ouça aqui)
8. Simplicidade
9. O Sonho (ouça aqui)
10. Terra
11. Dança de roda
12. Este País (ouça aqui)
13. Eterno
14. Rei do universo (ouça aqui)

Outras canções podem ser ouvidas no site do Gladir: www.gladircabral.com.br

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Janela


Há alguns dias recebi uma música por email. Não é uma música qualquer. Uma belíssima. Tenho uma amiga (a Roberta) que viu esta bela poesia (escrita pela Raissa), postada juntamente com uma foto (feita pelo Raony). Acontece que a Roberta resolveu compartilhar a poesia com o Gladir Cabral, através do Twitter. Os dois entraram no concesso de que tão bela poesia carecia de uma companheira. Uma melodia!
Depois de uns 3 dias, o Gladir enviou para a Roberta esta canção, para qual resolveu dar o nome Janela:

Janela
(Raissa Monteiro e Gladir Cabral)



Moldura que pincela
O dia em aquarela
Cotidiano dos seus olhos se modela
Bela sentinela
Senti nela
Sem ti, nela estou

Olhei por meio dela
Abrindo suas asas
A mais cotidiana das mazelas
E suspirei por ela
E sus! Pirei por ela
E ela nem notou

Minha janela
Já sonhei nela
Minha janela
Já chorei por ela
Uma donzela
Uma cancela
Uma viola perto da janela

Valeu pessoal por compartilhar conosco!! Fantástica a poesia, belíssima foto e trabalho magistral do Gladir!

Há alguns dias recebi uma música por email. Não é uma música qualquer. Uma belíssima. Tenho uma amiga (a Roberta) que viu esta bela poesia (escrita pela Raissa), postada juntamente com uma foto (feita pelo Raone). Acontece que a Roberta resolveu compartilhar a poesia com o Gladir Cabral, através do Twitter. Os dois entraram no concesso de que tão bela poesia carecia de uma companheira. Uma melodia!
Depois de uns 3 dias, o Gladir enviou para a Roberta esta canção, para qual resolveu dar o nome Janela:

Janela
(Raissa Monteiro e Gladir Cabral)



Moldura que pincela
O dia em aquarela
Cotidiano dos seus olhos se modela
Bela sentinela
Senti nela
Sem ti, nela estou

Olhei por meio dela
Abrindo suas asas
A mais cotidiana das mazelas
E suspirei por ela
E sus! Pirei por ela
E ela nem notou

Minha janela
Já sonhei nela
Minha janela
Já chorei por ela
Uma donzela
Uma cancela
Uma viola perto da janela

Valeu pessoal por compartilhar conosco!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Apresentação do Jorge Camargo no Youtube

Já esta disponível no canal da Foryou Films no youtube o show com making of do novo trabalho do Jorge Camargo. Além de apresentar as músicas do seu novo trabalho, o Jorge comenta sobre as canções, e revela detalhes sobre as composições.


 Vale salientar a qualidade do trabalho, que conta com parcerias com outros compositores e revela um novo momento no trabalho do Jorge.
 Vale a pena passar por lá e conferir!!!

sábado, 23 de julho de 2011

Jacó e o Anjo


Jacó é, sem dúvida, uma das figuras mais enigmáticas do antigo testamento. Jacó, o enganador, enganou e foi enganado, entretanto, seu encontro com o Anjo do Senhor mudou por vez seus caminhos. Este encontro é realmente belíssimo e se há uma canção que conseguiu captar um raio desta beleza, foi esta que vos apresento.
Esta canção do Stenio foi apresentada no programa Papo Na Rede do site do Koinonia on line.


Face a Face
(Stenio Marcius)




Eu vou impedir a tua partida
Se tu não me abençoares agora
Tu sabes "a quantas" anda minha vida
Como é atrapalhada a minha história

Já faz tanto tempo que luto contigo
Eu trago as marcas de quem se arrefrega
Ataques, defesas, momentos de trégua
Eu quero me render a ti, não consigo

Em casa eu deixei pegadas sombrias
E trouxe a dor de ferir quem se ama
Do fundo peito a alma reclama
Viver por si mesmo so traz agonia

O sol ta nascendo e queres partir
Se tu me deixares, não tenho aonde ir
Ferido que estou, te abraço mais forte
Refaz minha vida, me dá outra sorte

Já que em graça me permites
Que eu na força do meu braço
Lute e implore pra que fiques
Pois que vença o mais fraco

Vi teu rosto face a face
Tudo em mim então renasce
Saio torto, ando de lado
Mas por dentro vou curado

ps. queria postar a musica, mas o servidor ta fora...depois eu posto! :P

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dali, o tempo e o Borges


De todos os relógios derretidos das pituras de Dali ao tempo que passa como fumaça que se dissipa nas canções do Gerson Borges, volta e meia eu pego nas reflexões temporais. Ó Tempus Fugit, como te alcançar? "Pra onde corre o relógio que agente ta sempre com ódio porque perdeu a hora, e perdeu o sábado e perdeu o início de um filme que mal começou?"

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pescador - Sérgio Pimenta


Vendo a pintura da Tarsila do Amaral por estes dias, lembrei do Pescador do Sérgio Pimenta:


É manhã pescador
Já se lança no mar
Pra pegar uns pescados
Pra ganhar uns trocados para se sustentar
Sol à sol com suor
Céu e céu, mar e mar
Quando enfrenta perigo
Logo lembra do amigo
Que não pôde voltar
Meia volta se faz
Não dá pra retornar
Some o sol, some a cor
Surge o medo e temor
E esquece da dor
E esquece do pão
E esquece o metal
Sabe que de sua vida se Deus não der guarida
O que vem é fatal
Pois se a vida é naufrágio
Todo o esforço é fracasso
Só Deus tem solução

Fiquei pensando como as prioridades da nossa vida mudam conforme as condições de contorno mudam. Quando era pescador pensava no peixe, mas quando vinha o temporal só pensava em evitar o naufrágio.

Sempre lembro de uma canção dos Engenheiros do Hawaii: "Hey Mãe, eu tenho uma guitarra elétrica, durante muito tempo isso foi tudo o que eu queria ter, mas hey Mãe, alguma coisa ficou pra trás, antigamente eu sabia exatamente o que fazer..."
Acho que hoje as vezes me pego com este sentimento de não saber o que fazer...
Acho que é por isso que o Sergio lembrou que Só Deus tem solução... Solução para os nossos dilemas, solução para as nossa aflições...
Ps. Fantástica a pintura da Tarsila, não?!

domingo, 3 de julho de 2011

Se não ouviu, ouça! – Ouvi dizer – grupo Elo (1978)


Nascido do coração do maestro Dick Torrans e de jovens estudantes do Instituto Bíblico Palavra da Vida (entre eles Paulo Cezar da Silva e Jayro Trench Gonçalves), o grupo Elo surgiu na década de 70 com uma proposta musical e literária diferenciada.

Propondo-se a aliar uma produção musical de boa qualidade e com conteúdo relevante da palavra de Deus, visando a evangelização principalmente de jovens. Se alinhando com a proposta vigente da Missão Vencedores por Cristo, buscavam sensibilizar as liderenaças evangélicas da época para se buscar formas adequadas na evangelização e na edificação espiritual.
Além de Jayrinho e Paulo Cezar passaram pelo grupo suas respectivas esposas Nilma Soares e Nancy Torrens além de Oscar Valdez, Beto MoraesTim J. Schlener e Reginaldo.



O primeiro trabalho do grupo Elo foi um álbum com características artesanais, gravado em 1976 apenas com violões, mas com um conteúdo poético e teológico muito relevante. Composições como “calmo, sereno e tranqüilo”, “santo lugar”, “foi assim” e “seguir a Cristo” fizeram parte deste primeiro trabalho.


Depois veio “Nova Jerusalém”, um trabalho mais elaborado, que manteve a mesma linha poética, manteve, contudo, algumas composições do hinário popular cristã. Contou com a participação do Guilherme Kerr nos violões e do Nelson Bomilcar no contrabaixo. Em 1978 eles gravaram o que certamente deve ser o seu trabalho mais conhecido, Ouvi dizer.



1. Calmo, Sereno, Tranquilo  (ouça aqui)
2. Mais perto quero estar (ouça aqui)
3. Ao sentir (ouça aqui)
4. Ouvi Dizer (ouça aqui)
5. Jesus Provou (ouça aqui)
6. Céu Lindo Céu (ouça aqui)
7. Você Chegou (ouça aqui)
8. Autor da Minha Fé (ouça aqui)

Canções como "Calmo, Sereno e Tranquilo", "Ao sentir", "Jesus Provou" e "Autor da minha fé" tornaram-se clássicos, sendo ainda hoje cantadas e regravadas por vários cantores.



Este álbum traz a primeira gravação de uma música excepcional chamada Autor da Minha Fé. Certamente a mais bela canção escrita na língua portuguesa, dificilmente será superada. Não é a toa que ela é a composição mais conhecida do Paulo Cezar, sempre cantada ao final das suas apresentações no Grupo Logos.


Ouvi dizer foi um dos primeiros álbuns de musica cristã que eu ouvi nos primeiros anos de minha conversão. Além de ter me guiado para muitos outros trabalhos e composições relevantes, sempre fico emocionado quando ouço Autor da Minha fé. Embora não tenha vivido a época, não é difícil imaginar o impacto que este trabalho de grande relevância literária teve na musica brasileira.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tempo que passa - Gerson Borges


Magnifico! Eu fico sem palavras... Canção sobre o tempo.... quando ouço me dá um arrepio da espinha e um aperto no coração... muito linda! Valeu GB por compartilhar conosco tão bela canção!
Canção para o tempo que passa
Gerson Borges
Embora o Longe esteja ao alcance
Embora o Nunca esteja tão agora
Se ele não encara o medo
Que lhe manda embora
São os dias que desaparecem
E aquela angústia não demora
Quando acordar e ver
A sua vida jogada fora
São os sonhos que se acabam, sonhos
( Se bem que sonho, igual fogueira
Sem combustível cai
A sua chama não permanece )
Anda, pensa:
Nossa vida, o que é?
Uma breve fumaça
Que some no ar
É tempo que passa
Ninguém vê passar
Eu continuo sobre a mesma Pedra
Eu continuo sobre a mesma Rocha
Mas vejo na areia outra casa que escorrega
São os dias que desaparecem
E aquela angústia não demora
Quando acordar e ver
A sua vida jogada fora
São os sonhos que se acabam, sonhos
( Se bem que sonho, igual fogueira
Sem combustível cai
A sua chama não permanece )
Banda: Gerson Borges: violão, voz, arranjo Marcio Teixeira: bateria Cassio Coutinho: Piano ( Rhodes ) Ozeas Miranda: Baixo José Arimatea : Trompete Gravado ao vivo no Som do Céu ( BH, Páscoa, 2011 )